Sensuais


Expectativa

Ainda posso sentir
Sua boca em mim
num prazer sem fim
de algo por vir...

Borbulhas


Ilusão


Nirvana


Calar-me


Olhar-te


Ver-te


Esfinge


Nirvana



Serra 2


Serra


Lindos


Beijo-te novamente


Beijo-te


Ponta do meu dedo


Sob a luz II





Floresta

 

Sob a luz

Sob a luz do sol
Sinto teu calor
A queimar minhas entranhas

Sob a luz da lua
Sinto teu ardor
E outras coisas estranhas


Magia

 

Lembrança

Ontem ao olhar para a lua
Recebi uma mensagem sua
Dizia-me que estava nua
Esperando que eu lhe possua

 

Morena

Morena do corpo moldado
Da pele castanha e brilho dourado
Dos olhos escuros e cabelo assanhado
Ao lembrar de seu cheiro eu sinto o pecado

 

Dentro


Mel

 

Sonho

Essa noite tive um sonho
Sonhei que tu me tinhas
Sonhei contigo, minha rainha
Sonhei que estava acordado

Sonhei que era um sábio
Que teus beijos em meus lábios
Eram tudo o que eu queria
Sonhei que tu me querias

Sonhei com pequenas flores caindo
E grandes carruagens partindo
Levando-nos a um lago sereno
E felizes, juntos, nós seremos

Sonhei que tudo era um sonho
E se sonho era, que pesado
Quando acordei, com você ao meu lado
Sonho não era, eu estava acordado

 

Tarde

Tarde vai, tarde vem
Olho a estrada e não vejo ninguém

Dia nasce, dia morre

Mas há de chegar a hora
Que você, dos meus desejos é senhora

Há de em meu colo deitar
Meu desejo amainar
E meu amor aceitar

 

Suave  

A natureza contemplava meus olhos com imagens que, por mais que eu tivesse certeza ser real, parecia um sonho. Era algo que o tempo jamais poderá apagar de minha mente. O momento era sublime. Seu corpo banhado de prata pela luz da lua proporcionava-me pensamentos que flutuavam entre o sacro e o maldito. Beijei-a.

Pude sentir seu corpo acordar e beijei-a novamente. Não como fizera anteriormente. Beijei-a de uma maneira diferente. Um beijo mais profundo. Um beijo profano. Um arrepio percorreu sua alma. Pude senti-lo.

Minhas mãos começaram a percorrer suas pernas de uma maneira sôfrega e desordenada. Parei um instante e afastei-me, apenas o suficiente para poder ter uma visão da escultura que encontrava-se junto a mim. Era maravilhosa. Isso a encabulou.

Sua pele era de uma maciez que, se tentasse descrevê-la, não seria fiel.

Olhei para seus seios e pude vê-los tentado furar a lua que ainda nos iluminava. Toquei-os. Com a firmeza e a delicadeza que um artista tocaria os seios de sua obra-prima. Já não tinha mais domínio sobre minhas ações. Não era mais o pensamento que me comandava e sim o desejo. E o meu desejo neste instante era o de ter mil bocas e mil mãos para poder beijar e acariciar todo o seu corpo.

Lentamente continuei acariciando seus seios e beijando-os. Fui percorrendo cada parte de seu corpo até chegar ao, que se poderia chamar de, paraíso. O sabor de seu néctar invadiu-me a boca e forças apoderaram-se de meu corpo, prestes a explodir.

Nossos corpos clamavam por essa explosão.

Parei.

Voltei a beijá-la começando pelos seios e lentamente descendo até ao paraíso.

O provar de seu néctar foi o bastante para que, alimentado, pudesse de ter forças para segurar o desejo que estava prestes a explodir em mim. Isso era possível para mim, mas não para ela. Seu corpo clamava por essa explosão.

Ainda não era o momento de deixar nossos bichos se soltarem. Parei.

A lua enchia a janela do quarto como um todo. Seu reflexo derramava-se sobre o chão cobrindo de prata um corpo desnudo. O seu corpo.

Essa visão conseguia, de alguma maneira que não sei como, atrair-me como as lâmpadas atraem as mariposas para sua luz. Passou por um instante essa imagem e percebi que, ao contrário das mariposas, eu não estaria sendo atraído para a morte, mas para a vida.

Gostaria de poder perpetuar esse momento. Seu corpo ainda clamava e isso deixava-a ainda mais bela. Sua boca entreaberta era um convite que não pude e nem quis resistir.

Ao tocar seus lábios a explosão se fez. O gozo invadiu-a como se nada mais existisse. Seus braços apertavam seu corpo contra o meu, tornando quase impossível segurar o meu desejo.

Desvencilhei-me de seu abraço e beijei-a novamente. Seus lábios se abriram e pude penetrar sua boca e sentir sua língua dançando num ritmo frenético.

Nossos corpos acompanhavam o ritmo.

Meu sexo roçava o seu e um novo gozo tomou conta de seu corpo.

Continuei beijando-a. No pescoço, na orelha ao mesmo tempo que mordiscava-a. Minhas mãos apertavam seus seios e me detive neles.

Isso tudo era uma loucura. Suas pernas procuravam-me como se quisessem prender-me. Segurei-as e passei a beijá-las. Minha língua percorria suas coxas. Começava perto do paraíso e ia até seu pé.

Mordi seu calcanhar e pude ouvir, ao longe, um gemido de dor ou de prazer? Antes que pudesse perceber, seu corpo rebelou-se.

Esquivei-me e segurei-a firme. Nossa luta era outra e voltei ao seu pé. Agora, carinhosamente, passava minha língua por entre seus dedos e novamente ela gozou.

Rapidamente subi para seu sexo, tomei-o em minha boca e minha língua manipulou-o. O gozo que começara de uma forma leve, avolumou-se. Suas pernas tremiam, fora de controle. Quanto mais elas tremiam, mais eu manipulava seu sexo com minha língua. Suas mãos tentaram afastar-me para que parasse. Em vão.

Uma tormenta invadiu-a quebrando todas as barreiras, derrubando, uma a uma, suas defesas. Soltei-me de suas pernas, percorri seu corpo a procura de sua boca e, ao encontrá-la, meu corpo invadiu o seu.

Penetrei o mais fundo que me foi possível e pude sentir-me tocando sua alma. Suas pernas prenderam-se em minhas costas e, convulsivamente, gozamos.

Não posso precisar se foi o céu que desabou sobre mim ou se, até ele, subi. Só sentia que estava lá. Eram sensações maravilhosas. Sentia-me flutuando dentro dela. Ainda continuava preso e a noção de tempo não mais existia.

Suas pernas foram relaxando de seu abraço e soltando-me, escorreguei para seu lado.

A paz reinava em nossos corpos