Reflexões


Uma pessoa especial escreveu isso para mim
Guardei no coração

Não me deixe partir, pois a estrada que seguirei não há retornos.


Você põe luz no meu caminho


As vezes algo acontece, uma lembrança aqui, um comentários ali, despretensioso, sem intenção, mas dói.


Ode a partida

Dizem que amor é quando você tem todos os motivos para desistir de alguém e não desiste.

Do que adianta desistir, ir embora se seu coração e sua mente não forem junto com você?

Melhor ficar.

Fiquei.


Ode ao novo amanhecer

Hoje, 20 de janeiro de 2013, dia de São Sebastião, dia que fui batizado em sua igreja na Tijuca. Além disso, sou filho de Oxóssi e, ao invés de homenageá-lo, presenteá-lo, foi ele quem fez isso comigo ao me proporcionar um novo acordar, na manhã deste domingo.




E a vida acontece em sobressaltos.

Às vezes esses sobressaltos são provocados por uma tsunami

Não, não é bom. Dói, machuca, fere profundamente nosso corpo, nossa alma e nosso coração.

Magoa.

Imaginamos estarmos dando o nosso melhor, deitado ao sol e aquele sentimento de, estou aqui, ao seu lado. De estar segurando sua mão e de lhe sentir segura caminhado ao meu lado.

Aí vem a onda.

Destrói, arrasa, joga você no chão e o afoga em sentimentos controversos.

Quando ela passa você está ali, deitado onde antes fora uma praia ensolarada.

Você olha para o lado e só vê destruição.

Você pensa, você pede: por que não sucumbi?

O tempo voa na velocidade do pensamento.

O turbilhão, antes de água, areia, pedras e um tanto de outras coisas é substituído por pensamentos não tão diferentes da força física de destruição que acabou de passar.

Você olha para os lados, vislumbra novamente a destruição e é hora de tomar uma decisão:
Sucumbir ou reconstruir?

Você levanta-se e, ao invés de olhar para o chão, para os lados, você olha para cima e vê o sol brilhar.

Cenas históricas de outras catástrofes tomam sua mente e você sabe que, sempre, após o pior dos cataclismos a natureza se recompõem e, no tempo necessário para isso, surge um campo florido aonde você, ao ali chegar, naquele momento e olhá-lo, jamais poderia imaginar que pouco tempo antes tudo ali era destruição.

É tempo de recomeçar, de reconstruir. Deixar o belo acontecer e ele acontece num dia de domingo e você sente a volta da emoção que nunca havido indo embora.

“A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo”

http://www.youtube.com/watch?v=qbiEXUzxLW8



Ode ao amor


O medo de perdê-la foi infinitamente maior ao medo de tê-la




Ode ao coração


Ela me deu mil razões para eu ir embora
E uma para ficar.
Fiquei.




Ode a razão


Aí o racional puxa fortemente para um lado
E o emocional o empurra para outro
Como não perdoá-la se eu a amo tanto?









Hoje, 27 de dezembro,
quatro anos que você partiu.
Sinto sua falta
Sinto saudade
A encontro em meus pensamentos
Em meus sonhos
Sinto sua presença
Ainda ouço seus conselhos
Muitas vezes, deito em minha cama
Me enrosco e sinto isso tudo
Você me preparou para a vida
Você me preparou para aquele momento
Aceitei, não há como não fazê-lo
Vivo bem com o fato
Mas acho que nunca, ninguém está preparado
Você me faz falta, minha mãe.

Dezembro de 2011


Quando o tempo físico se descola do sentido

Parece ontem, há muito tempo!!!
Quanto tempo nos conhecemos?
Quanto tempo estamos juntos?
Quanto tempo é um mês?
Sinto que neste mês vivemos uma vida
E nos preparamos para viver outra
Conhecemos-nos a vida toda
Por toda a vida lhe procurei
E, finalmente, encontrei-a
Onde você se escondia?
Escondia-se?
Ou apenas esperava que eu a encontrasse?
Escondia-se?
Ou apenas se preparava para o nosso encontro?
Por muito tempo, tão perto e tão longe....
É preciso saber procurar?
Ou apenas estar preparado para o encontro?
É preciso procurar?
Ou apenas esperar o tempo certo?
E o tempo chegou
O nosso tempo chegou
Nós nos encontramos
E vamos viver esse encontro
Enquanto nos for permitido

 

Dor Suprema

A dor suprema do sublime momento - o rasgar do ventre - o maior alento - ele (O Pequenino Ser) que ainda não chora, mas que ainda me fará chorar. Chorar o sofrimento - o lamento - de não poder viver seus desalentos.

Caminharia com o pés desnudos sobre espinhos, num rito de imolação, para que ele (O Pequenino Ser), se possível fosse, não precisasse cruzar tormentos.

Senhor, dai-me forças para poder vencer o desejo incontido de tentar, através de mim, transmitir-lhe o pouco que sei da vida, tirando-lhe, assim, o direito de ter suas próprias experiências de causas e conseqüências.

Dai-me forças também, Senhor, para poder estar a seu lado (do Pequenino Ser), principalmente nesses momentos, para que possa prover ungüentos que irão amainar as dores de seu sofrimento.

Empresta-lhe Teu cajado para que ele (o Pequenino Ser), possa trilhar com Tua ajuda seus novos caminhos.

Senhor, por ele (o Pequenino Ser), fruto de minha vontade, num momento de prazer, por ele sofro e peço, aqui, ao Senhor, um filho ainda poder ter.

 

Longe

Longe, muito longe, é um lugar que existe e está tão perto - está em nós. Longe é o lugar onde escondemos os sentimentos de que não gostamos, que não queremos ver, que não queremos que sejam vistos, que não devem ser sentidos, que não podem ser percebidos. Mas não conseguimos fugir. Tentamos deixar de sentir na louca e derradeira esperança de que não existam. Mas, guardados, pensamos que não pensando, não irão doer.

Mas dói e é pior, pois dói sem sabermos que dói e dói sem sentirmos que dói e nos fechamos mais a cada vez, para doer menos a cada vez, e, a cada vez dói mais, e, a cada vez, é pior e, a cada vez, fica mais difícil de deixar de doer. Isso vai nos consumindo, nos matando aos pouquinhos e vem o desânimo, o câncer, e morremos ou já estamos mortos. Choramos por ela - a morte - a morte do ser vivo.

- Para que lutar se já estamos mortos?

- Para que lutar?! Morremos, morremos sim, mas não estamos mortos! Ë preciso lutar , é preciso lutarmos por ela - a vida - a nossa vida. Lutarmos contra os verme que deixamos procriarem, que achamos iriam acabar com as dores, mas que, na verdade, estão petrificando nossas almas, corroendo nosso ser, alimentando-se, não com as dores, mas abrindo chagas, no que há de belo.

- Vamos companheiro, não se cale, descale se sabre!

Não desande e sim ande, ande para frente, ande sobre os corpos destroçados dos vermes que o estavam destroçando. Não perca segundos, não deixe para segunda! Comece já, pois você já está atrasado!

A minha luta, que é a nossa luta, ainda está no início, um início tardio mas que, finalmente chegou.